Caminhos para um conteúdo customizado

Vira e mexe, surgem opções de aplicativos e sites que ajudam a customizar o conteúdo que nós acessamos. Provavelmente, o segmento mais popular desse tipo de recurso é o bom e velho feed de notícias. Ali, você escolhe meia dúzia de blogs que acha interessantes e jura que vai lê-los regularmente. Mas blogs e sites quando entram em feeds se tornam Gremlins molhados e se multiplicam. Em pouco tempo, você passa a ter algumas pencas de feeds para acompanhar e, obviamente, não dá conta de ler tudo. Feita a piadinha e a devida encheção de linguiça, vamos ao que interessa.

Se um feed reúne notícias de tudo quanto é lugar manualmente, você precisa informar cada link que gostaria de ler. Um saco! Que tal adotar uma ou alternativa que te ajude a limitar um pouco esse universo? É o que propõe a atualização dos aplicativos do NY Times para iPhone e iPad, lançada esta semana. A ideia dos caras parece coisa de brasileiro, que fica mendigando Megas no pacote de dados: você escolhe as editorias que mais curte e as mesmas serão “baixadas” periodicamente, garantindo até que você as acesse quando estiver offline.

Ou seja, em vez de perder tempo e parte do seu pacote de dados baixando notícias sobre assuntos que não lhe dizem respeito, você poderá criar uma segmentação e marcar apenas as editorias, blogs etc que considerar mais relevantes. O conceito parece bem interessante.

Quando vejo um jornal ou uma revista hoje, fico sempre imaginando que seria muito mais legal se eu tivesse uma maneira de consumir conteúdo online em que eu escolhesse as melhores matérias de cada edição. Por exemplo, quando o meu time vence (o que é bastante comum, convenhamos), gostaria de escolher somente as matérias sobre a vitória do meu time em cada jornal que vejo na banca. Termino comprando um jornal só para, praticamente, ler apenas quatro páginas.

Ouro exemplo: no dia seguinte a uma eleição, este é disparado o assunto mais importante do dia. será que não valeria a pena eu poder comprar um jornal inteiro e as matérias sobre eleições publicadas nos demais jornais? Eu posso querer saber o que cada veículo disse sobre o novo presidente, prefeito ou governador, mas não me importo de saber apenas uma versão sobre os jogos do Campeonato Brasileiro.

E você? Acha que publicações fechadas seguirão fazendo sentido diante de novos perfis de consumo online?

 

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Tabletas jabá: Classificados no iPhone e Android

Se jornal em si já não é lá uma das coisas mais práticas de se manusear, a área de Classificados é um show à parte. Vai conseguir anotar, rabiscar e circular todos os anúncios que você queria e ainda encontrar tudo direitinho depois?

Eliminar essa dor de cabeça deve ser o grande ganho de ter um aplicativo para Smartphones com todo o conteúdo do site de Classificados do Globo, Extra e Expresso. Lá, além de navegar pelas categorias, você pode marcar determinados anúncios como favoritos de forma muito mais rápida. Sem contar que carregar um telefone é bem mais prático do que um jornal inteiro.

A galera do Android pode baixar o app aqui e o povo do iPhone, nesse link. divirtam-se e façam bons negócios!

E parabéns à equipe Mobile do Infoglobo pelo trabalho: Alberto Gambardella, Eduardo Rangel, Henrique Wong, Paulo Guilherme e Pedro Valentini. Mais informações sobre o desenvolvimento do app no Blog Beta: iPhone e Android.

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Contra debates superficiais e ranzinzas

Talvez eu fuja um pouco do jornalismo nesse texto. É provável que fale mais de comunicação como um todo. Mas vamos lá…

Queria ter escrito antes sobre o assunto, mas acho que ainda vale uma palhinha sobre essa mania chata de todo mundo ter opinião extremista sobre qualquer coisa que se torne popular. Curioso é que muitas coisas terminam se tornando cada vez mais populares por causa das tais opiniões extremistas.

A primeira vez em que isso me incomodou foi ouvindo essa música aqui, da Banda Mais Bonita da Cidade. Lembram dela? Oração… música bonitinha, simplesinha. Não acho um primor, até hoje não entendo o que significa dizer que o amor cabe na penteadeira, mas também está longe de ser a “pior música do universo”, “um lixo” e que tais. Só que as minhas timelines de Twitter e Facebook na época viraram uma praça de guerra entre os que viram ali uma música revolucionária, fantástica e os que praticamente tinham nojo da música. Pera lá… será que é pra tanto? E talvez esse clima de guerra é que a tenha tornado tão popular.

O problema é que essa postura se repete diversas vezes. Nessa virada de ano, especificamente com Michel Ai Se eu te Pego Teló e BBB. O primeiro foi avacalhado por um certo sentimento de “esse cara está sujando o nome do Brasil lá fora com essa música”. Como se a grande maioria dos sucessos populares estrangeiros fosse composta por letras absolutamente construtivas ou que música brasileira boa só possa ser concebida pelo Chico Buarque. Ou será que todo mundo curte ouvir música do Chico Buarque numa festa de aniversário ou em uma boate?

No caso do segundo, é comum ouvir gente se referindo a quem curte o programa como “bando de desocupados” e blablabla. Queria entender qual a diferença entre buscar entretenimento vendo BBB e vendo um filme pipoca ou assistindo uma série americana ou vendo um documentário recheado de cultura inútil. É tudo entretenimento, nenhuma dessas opções vai fazer de alguém mais burro. “Ah, mas lá fora o Big Brother durou apenas alguns anos, só no Brasil chegou à edição 12!”. Sinceramente? F… Talvez no Brasil tenha durado mais porque faz parte da nossa cultura se divertir com esse lado voyeur da coisa. Talvez no Brasil, a Globo tenha sabido administrar o programa melhor do que em outros lugares. Talvez, no Brasil, existam menos opções boas nesse horário pra competir com o BBB.  Enfim… aqui, as pessoas curtem. E ninguém precisa se envergonhar ou ser taxado disso ou daquilo.

Essa mania de criticar por criticar, sem nem entender direito do que se trata, sem se informar corretamente sobre o assunto, muitas vezes afeta também o jornalismo, infelizmente. Quem não se lembra da história da cartilha distribuída pelo Governo Federal que supostamente “ensinava a escrever errado”? O assunto gerou diversas críticas, incluindo piadinhas que associavam os erros de português ao então presidente Lula. A lógica era simples: “se um livro tolera o uso de “nós vai”, dane-se o contexto, vamos bater nele”. Só que no meio de tanta pancada, a Carta Capital resolveu entender como o Ministério da Educação pode permitir uma publicação com esse tipo de lógica. E trouxe à tona algumas explicações importantes: por exemplo, que existe uma linha de pesquisa entre acadêmicos de língua portuguesa que se dedica às mudanças que a linguagem oral é capaz de exercer sobre a língua, entende que a língua portuguesa sempre sofreu mudanças e que alguns termos, para fins de comunicação, conseguem exercer o seu papel, mesmo que ditos de forma considerada “equivocada”.

A coisa muda de figura… e só entendendo esse lado da história é possível iniciar um debate com um mínimo de qualidade. Se formos nos basear em uma visão meramente superficial, vamos andar em círculos, continuar argumentando em 140 caracteres sobre assuntos que merecem bons papos de bar, ótimos debates.

Recomendo a vocês dois textos inspiradores sobre o assunto Michel Teló, que li essa semana. Seguem os links:

- Michel Teló representa, sim, a nossa cultura

- Sobre Michel Teló e as discussões rasas das redes sociais

PS: E não é que eu consegui puxar o texto para jornalismo? Curti.

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#lêgente: Edição 1

Tem muito link que eu vejo, leio tuíto (tá no dicionário agora, tá?), mas não tenho tempo ou enfoque novo para comentar. E, aí, eles ficam pelo caminho. Pois tive uma ideia que vai revolucionar o mundo do jornalismo digital: vou passar a fazer um clipping, com os principais links dos últimos dias. Nunca antes da história desse país alguém fez clipping.

Sim, essa iniciativa não vai ter periodicidade definida. Vou tentar (TENTAR!) enviar toda segunda-feira. Se não der certo mando terça, quarta e assim por diante.  As notícias não serão necessariamente atuais. Eu posso achar um link das antigas legal e postar. Vale o dia em que eu achei o link, não a data em que ele foi publicado.

1. Dica: Quatro ferramentas de dados para jornalistas que preferem trabalhar com palavras
http://ijnet.org/pt-br/stories/quatro-ferramentas-de-dados-para-jornalistas-que-preferem-trabalhar-com-palavras

2. Netflix e o que muda no Brasil
http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2011/09/05/netflix-o-que-muda-no-brasil-925296082.asp

3. O plano de carreira do profissional digital é espiral
http://webinsider.uol.com.br/2011/08/27/o-plano-de-carreira-do-profissional-digital-e-uma-espiral/

4. Então, quer fazer um wireframe ou mockup? (via @leobarcellos)
http://speckyboy.com/2010/01/11/10-completely-free-wireframe-and-mockup-applications/

5. 10 produtos e serviços que morreram em 2011
http://idgnow.uol.com.br/mercado/2011/12/28/10-produtos-e-servicos-que-morreram-em-2011/

6.  10 buenas opciones para aprovechar al máximo Dropbox
http://www.clasesdeperiodismo.com/2012/01/01/10-buenas-opciones-para-aprovechar-al-maximo-dropbox/

7. Timeline do Facebook: dicas e truques de como usar os novos recursos do site
http://olhardigital.uol.com.br/produtos/tutoriais_e_dicas/noticias/timeline-facebook-veja-dicas-e-truques-de-como-usar-os-novos-recursos-do-site/parte/0

8. 10 Coisas que o Facebook Faz que Você Não Sabia
http://cafeemarketing.com.br/2011/12/12/10-coisas-que-o-facebook-faz-que-voce-nao-sabia/

9. Las 15 mejores herramientas online de 2011 para periodistas
http://www.clasesdeperiodismo.com/2011/12/23/las-15-mejores-herramientas-online-de-2011-para-periodistas/

10.  Revista francesa é feita apenas de códigos 2D
http://www.mobilepedia.com.br/noticias/revista-francesa-e-feita-apenas-de-codigos-2d

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E o diploma, hein? Obrigatório ou não?

É direito de todo blogueiro atrasado retomar assuntos que
foram destaque no longo período de abstinência de posts.

Lei 12345a – Constituição Tableteira

No meu longo período sem posts, um dos assuntos que vi pipocarem e que me deu mais vontade de opinar foi a já velha e chata história sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Fiquei surpreso com a quantidade de pessoas que acreditam que o diploma garante a qualidade dos nossos bravos jornalistas. É comum, por exemplo, usar essa questão como forma de criticar uma matéria: “Vão acabar com o diploma, dá no que dá”.

Mas talvez não seja bem assim. Primeiramente, porque diploma não garante lá muita coisa em nenhuma carreira. As próprias empresas parecem não dar muito valor a isso, quando impões a seus estagiários cargas horários que tornam a vida de qualquer estudante dedicado um bocado mais difíceis.

Mesmo o conteúdo ensinado em sala de aula pode  não ser aquilo que realmente ajude na cerreira de um bom jornalista. Não vejo muita gente falando sobre aulas sérias de mídias digitais, mídias sociais, gestão e outros assuntos relevantes para os jornalistas. Muito menos debates sobre a vida do jornalista além das redações. Será que um cara que pode virar um editor ou um profissional de produto no futuro não deveria aprender minimamente como funcionam métricas? Aprender algo pelo menos básico sobre metodologia de gestão e empreendedorismo? Será que aprender a escrever um lide e gravar um off basta? Redes Sociais não deveriam ser uma cadeira mais valorizada nas universidades?  Será que estamos discutindo a coisa certa? O que faz mais sentido? Debater a obrigatoriedade do diploma ou que diploma esses jovens jornalistas estão construindo ao longo de quatro anos?

Por mais que possam aprender sobre esses temas em cursos de extensão, eventos e pós-graduações, deveria ser a faculdade um local essencialmente de debate e reflexão sobre assuntos que estão tão presentes no dia a dia de um jornalista. E quando eu vejo um cara dizendo que a matéria está mal escrita ou contém um erro de digitação porque o autor não tem diploma, vejo que a discussão ainda é rasa demais.

Que fique claro: não acho que as faculdades de jornalismo devem acabar. Acho apenas que não precisam ser obrigatórios e que os cursos precisam ser revistos, de olho não apenas no mercado de trabalho, mas especialmente no momento especial que vivemos, sobretudo no ramo de comunicação. Se as faculdades não forem obrigatórias, talvez deixemos de ter essa busca desenfreada pelos bancos de estudo  para passarmos a ter pessoas dispostas a entender esse meio de comunicação e debater os assuntos mais pertinentes. E quem entender melhor esse meio tende a se destacar no mercado de trabalho. Não porque passaram por um ritual de obrigação, mas porque correram atrás disso.

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Voltamos à nossa programação anormal. Feliz 2012!

O Vasco voltou a ser campeão, eu troquei de emprego, o Flamengo passou um Brasileiro inteiro sem pênaltis mandrakes, no Rio de Janeiro faz frio no verão… tudo muda nesse país, menos o fato de que eu não consigo manter o meu blog minimamente atualizado.

Mas tal qual o escrete vascaíno em 2011, em 2012, o Tabletas vai ressurgir das cinzas. Um post aqui, outro ali e vamos caminhando. Nada de meses de ausência. Estou cansado das manifestações populares pelas ruas de Copacabana pedindo que eu volte a atualizar esse símbolo da produção de conteúdo nacional.

A gota d’água foi neste fim de semana: milhões de pessoas pelas ruas do bairro protestando contra a falta de posts. Soltaram fogos na tentativa de me sensibilizar, organizaram shows de cantores esquisitos, DJs gringos e até escolas de samba. Tudo disfarçado de uma festa popular em que se deve vestir branco ou qualquer cor que tenha um significado oculto.

Tudo bem, caros leitores. Entendi a mensagem. Voltemos à nossa programação anormal e teremos textos a dar com pau.

Grande abraço e Feliz 2012, meus queridos três leitores!

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Apurando através das redes sociais

A atuação de jornalistas em redes sociais talvez só seja notada quando eles falam com os seus seguidores ou postam links das próprias matérias dos seus perfis. Por outro lado, o trabalho de monitoramento de assuntos é associado ao marketing digital. O que eu vejo pouca gente comentar é como o monitoramento pode ajudar os jornalistas das redações, até mesmo em apuração de matérias.

Por exemplo, que tal verificar o que diversas pessoas estão dizendo sobre determinado assunto? Quando o tema é um evento grande como o Rock in Rio, é relativamente fácil… basta buscar por uma hashtag e um volume absurdo de informação cai no seu colo. Mas e quando são temas de menor repercussão, como o lançamento de um livro ou um evento de público bastante segmentado, por exemplo? A tática da busca pela hashtag pode ajudar, mas algumas ferramentas e truques podem dar uma forcinha nesse trabalho, não é mesmo? Vamos lá…

1. TweetAlarm

Que tal receber por e-mail um alerta sobre determinado assunto? O TweetAlarm permite que você configure o monitoramento a determinados assuntos, recebendo uma mensagem com os termos desejados por e-mail. A vantagem é que você não precisa acessar frequentemente nenhuma ferramenta específica. É só configurar e receber por e-mail.

De tão simples, a ferramenta tem limitadas opções de configuração. Na prática, você consegue apenas definir que palavras-chave quer monitorar e determinar que usuários devem ser ignorados. Quebra um galho, vai…

2. Segmentação por listas

Essa é uma opção inerente ao Twitter. Ou seja, mesmo você que não usa nenhum cliente como Hootsuite ou TweetDeck, vai poder configurar. Para ilustrar, imagine uma situação: você trabalha na editoria de política do seu jornal e acompanhar o que os membros dos partidos publicam nas redes sociais, como complemento do seu trabalho diário. Que tal segmentar esses caras e organizar listas por partido, cargos etc? Organize da forma que preferir e você poderá consultar estas listas isoladamente. Isso vai te ajudar a ter uma visão geral sobre o que membros do PT comentam em um ambiente, depois pode rolar aquela olhadinha ao que membros do PSDB dizem etc. Ou então, em época de eleições, que tal fazer listas paralelas com candidatos a vereadores, prefeitos etc? Crie a sua combinação e utilize o recurso da melhor maneira.

3. Buscas por assuntos

Outro recurso que já está lá no Twitter. Você pode acessar a busca e escolher específicos. Por exemplo, se você foi escalado parafazer matérias sobre o sofrimento das pessoas para deixar o Rock in Rio, que tal procurar por expressões como “ônibus Rock in Rio”, “Ônibus RIR”, “transporte Cidade do Rock” etc. Isso vai te ajudar a encontrar histórias e personagens para as suas matérias. Com certeza, a experiência vai te ajudar a pintar um cenário bacana do que aconteceu. Só não esqueça que esta é só uma ferramenta de apuração e não uma fonte de palavras oficiais. É importante checar informações, conversas com as pessoas… enfim, apurar pelo Twitter exige cuidados semelhantes ao de apuração com pessoas na rua. Com a desvantagem de você não estar cara a cara com o entrevistado. Tenha sempre isso em mente.

4. Controle de audiência

Você fez a sua matéria, ficou bacana e agora é hora de Twittar para os seus amigos. Que tal encurtar o link em um serviço que forneça o número de cliques alcançados? Faça isso, tuíte e depois consulte o desempenho. Sugestão: o bom e velho migre.me.

5. Busca por personagens

Essa é simples e não envolve qualquer ferramente: quando procurar um personagem, além de enviar e-mails para os amigos com o bom e velho “Alguém conhece alguém que…”, que tal fazer uma pergunta dessas para os seus seguidores? Eles podem te ajudar a fazer a matéria. Só não esqueça dos cuidados que toda apuração merece.

Algumas das dicas listas aqui podem ser melhor utilizados através de ferramentas como o Hootsuite, minha preferida. Vou preparar um novo post falando especificamente sobre isso e publico.

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